Série Raízes | Raízes do Pecado

Ir além do comportamento é permitir que Deus trate as raízes do coração O pecado nasce quando buscamos fora de Deus aquilo que só Ele pode nos dar Nesta mensagem da Série Raízes somos confrontados a reposicionar nossa confiança e reconhecer que Cristo é nosso sustento e fundamento. Quando Jesus está no centro encontramos descanso verdade contentamento e vida plena
11 de janeiro de 2026
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Série Raízes – Parte 2

Tema: As Raízes do Pecado

Na semana passada, iniciamos a Série Raízes.
O objetivo dessa série é tratar a raiz de alguns assuntos, e isso envolve pelo menos três convicções importantes:

  1. Podemos falar de muitos temas ao longo do ano, edificar a igreja e, ainda assim, não tratar a raiz desses assuntos.

  2. Ao optarmos por falar da raiz, não abordamos o tema em sua totalidade — e nem é essa a intenção. Queremos mexer com a essência.

  3. Toda construção sólida precisa estar sobre um fundamento firme, ou sobre raízes profundas.

Na semana passada, o pastor Marco iniciou a série falando sobre as raízes da nossa fé, de forma pontual e ousada, defendendo com clareza o Evangelho de Jesus Cristo.

Inicialmente, tínhamos em mente ministrar quatro mensagens:

  1. Raízes da nossa fé

  2. Raízes das nossas emoções

  3. Raízes dos nossos relacionamentos

  4. Raízes da nossa esperança

Mas, em conversa e oração, entendemos que era necessário incluir um tema essencial:
👉 As Raízes do Pecado.
E é sobre isso que vamos falar hoje.


Texto base da série

Colossenses 2:6–7
“Portanto, como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele, enraizados e edificados nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão.”

Esse texto nos mostra que fomos enraizados e edificados em Cristo.
Ou seja:

  • Edificados → Ele é a nossa sustentação

  • Enraizados → Ele é o nosso sustento

Todas as mensagens dessa série precisam nos conduzir a essa verdade — e hoje não será diferente. Mas, para chegarmos lá, precisamos pensar juntos.


Texto principal

1 Timóteo 6:6–14

Vamos considerar o texto como um todo, mas preciso explicar por que escolhemos essa passagem.

1 Timóteo 6:10

“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e atormentaram a si mesmos com muitas dores.”

Paulo faz aqui uma declaração fortíssima.
Ele afirma que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males — não de alguns, não de muitos, mas de todos.

Sabemos que Paulo está usando uma hipérbole, mas isso não enfraquece o texto; pelo contrário, coloca uma lente de aumento sobre ele.

Ele diz que, nessa cobiça, alguns:

  • se desviaram da fé

  • se atormentaram com muitas dores

E no verso 9 ele reforça:

“Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos insensatos e nocivos, que levam as pessoas a se afundar na ruína e na perdição.”

O caminho da busca pelas riquezas é um caminho perigoso, cheio de armadilhas, capaz de nos conduzir a desejos nocivos que afundam pessoas na ruína e na perdição.


Duas palavras-chave

Para entendermos essa afirmação contundente de Paulo, precisamos observar duas palavras:

1. Cobiça

A palavra grega usada é “oregomai”, que significa se esticar para tocar ou agarrar algo.
Ela nem sempre tem conotação negativa — em 1 Timóteo 3:1, por exemplo, é usada para quem deseja o episcopado.

O ponto aqui não é o desejo em si, mas a perseguição, aquilo que se torna o alvo central da vida.

2. Amor ao dinheiro

A palavra é “philargyria”, que une:

  • phil- → afeição, amor

  • argyros → prata, dinheiro

Não fala apenas de ostentação, mas de apego do coração.
É quando o dinheiro deixa de ser ferramenta e passa a ser o fim da busca.

Jesus já havia personificado as riquezas como um senhor rival: Mamom.
Paulo segue na mesma direção:
👉 Não é sobre possuir dinheiro, é sobre a quem servimos.

Essa ideia constrói a imagem de alguém que corre atrás do dinheiro com amor e afeto — como um jovem apaixonado, acreditando que não existe vida fora daquele objeto de amor.


Do dinheiro ao Éden

Essa ideia de “se esticar para agarrar” nos leva diretamente ao Éden.

Deus cria o homem e a mulher e coloca diante deles tudo o que precisam para viver.
Ele se revela como Senhor — não um tirano, mas:

  • fonte

  • provisão

  • relacionamento

No Éden não havia sacrifícios, religião de mérito ou barganha. Havia presença e abundância.

Mas o homem troca a confiança em Deus e tenta buscar satisfação e independência exatamente naquilo que Deus havia proibido.

Paulo entende essa lógica:
👉 Amar o dinheiro é colocar o dinheiro no lugar de Deus.


Perguntas necessárias

  • Como você fica quando tem dinheiro?

  • Sua paz está ligada à quantidade que você possui?

  • Você tem mais paz hoje com mais dinheiro ou tinha mais tranquilidade quando tinha menos?

Não podemos ignorar nossa relação com o dinheiro.
Ele está presente em decisões sobre:

  • casamento

  • filhos

  • mudanças

  • escola

  • futuro

Ele influencia até nossa estética e como somos percebidos.

A pergunta não é: “Eu uso dinheiro?”
A pergunta é: “Quanto poder o dinheiro tem sobre mim?”

Porque aquilo que governa minha paz governa meu coração.
E aquilo que governa meu coração se torna raiz de muita coisa na minha vida.


O problema não é o dinheiro

Paulo deixa isso claro logo em seguida:

1 Timóteo 6:17–19

O problema não é:

  • o dinheiro

  • a riqueza

  • o rico

👉 A raiz do pecado é buscar em qualquer coisa o que só Deus pode ser para nós.
E o dinheiro é um dos substitutos mais convincentes.


O padrão do pecado

Gênesis 3:6

O fruto não oferecia algo que Deus não pudesse dar.
Ele oferecia um atalho, uma tentativa de plenitude sem confiança e sem submissão.

Todo pecado nasce desse mesmo desejo:

  • buscar fora de Deus o que só Deus pode dar.

Por isso:

  • Pecados sexuais buscam prazer sem o caminho de Deus

  • Comparação busca identidade no olhar do outro

  • Maledicência assume o lugar de juiz

E o amor ao dinheiro pode estar por trás de tudo isso, porque ele promete:

  • prazer

  • status

  • controle

  • segurança

Coisas que, em Deus, já temos plenamente.


Conclusão teológica

A raiz do pecado é a busca por satisfação sem Deus.
Por isso, voltamos ao texto base:

👉 Cristo é nossa raiz e nosso fundamento.
Ele é sustento e sustentação.
Buscar isso fora Dele é a raiz do pecado.


O antídoto de Deus

Paulo não para no diagnóstico. Ele apresenta o caminho.

1. Uma nova fonte de lucro

1 Timóteo 6:6–8

Lucro aqui é fechamento positivo, saldo final.
Não é o que levamos deste mundo, mas:

  • sustento

  • vestimenta

  • cuidado de Deus

Contentamento não é parar de crescer.
É parar de tratar dinheiro como salvador.
Não é amar a pobreza — é amar a suficiência de Cristo.


2. Novos alvos

1 Timóteo 6:11

Ao remover o amor ao dinheiro, pode surgir um vazio.
Por isso Paulo aponta novos alvos:

  • justiça

  • piedade

  • amor

  • perseverança

  • mansidão

Não vencemos só com o mapa geral — precisamos dos próximos passos.


3. Uma luta diária

1 Timóteo 6:12

Paulo sabia: a estratégia funciona até o primeiro golpe.
Por isso ele lembra: isso é uma luta.
E precisamos nos levantar para lutar outra vez.


4. Essa luta vai acabar

1 Timóteo 6:14

Paulo garante: essa batalha não é eterna.
Um dia seremos surpreendidos pela manifestação do Senhor.


Encerramento pessoal

Essa semana tive duas crises de ansiedade.
Sem motivo aparente — apenas um aperto no peito e dificuldade de concentração.

Enquanto revisava essa mensagem, recebi uma mensagem da Mayara perguntando sobre o tema. Eu respondi:

“Vou falar sobre como Jesus é suficiente.”

Minha voz embargou.
E no meu interior ouvi: “Você sabe que eu estou aqui, né?”

Depois, o Jones fez a mesma pergunta.
Dessa vez, não ouvi uma voz — vi uma imagem: Cristo sorrindo, me esperando.

Nos momentos de dor, tédio ou até alegria, sempre sentimos que algo falta.
O pecado levanta a mão oferecendo atalhos.
Mas o evangelho oferece uma Pessoa.

👉 Na ansiedade, meu coração quer uma muleta rápida.
👉 O pecado oferece atalhos.
👉 Jesus oferece presença.

“Eu estou aqui."

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