EPISÓDIO 1 – UM BATISMO NECESSÁRIO
Texto base: Mateus 3:11-17
Nesta série estamos falando sobre epifania, que é a manifestação plena e definitiva de
Deus em Cristo. Diferente das manifestações do Antigo Testamento, que eram
temporárias e simbólicas, em Jesus Deus se revela de forma completa e permanente.
Neste primeiro episódio, olhamos para o batismo de Jesus e para a forma como Ele se
manifesta em humildade e mansidão.
Mesmo sem ter pecados, Jesus se coloca na fila dos pecadores e se submete ao
batismo, levantando uma pergunta importante:
“Por que o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo, se submeteria a um
batismo para perdão de pecados? Por que tamanha humilhação?”
A resposta está na epifania revelada nesse momento.
1. A Revelação – Cumprindo toda a justiça (Mt 3:15)
Quando Jesus diz: “Convém que assim façamos, para cumprir toda a justiça”, Ele deixa
claro que o batismo não era sobre arrependimento, mas sobre obediência e
identificação.
Jesus se identifica com a humanidade pecadora e assume o nosso lugar. Ele entra na
fila dos pecadores para, mais tarde, nos tirar dela. Esse ato marca o início do seu
ministério público e revela um caminho de humildade, submissão e fidelidade à
vontade do Pai. Validando o trabalho de João e o caminho da preparação.
A verdadeira justiça começa quando escolhemos obedecer a Deus, mesmo quando
isso parece estranho ou não faz sentido para a lógica humana.
2. A Manifestação Trinitária – O céu se abre (Mt 3:16–17)
No batismo de Jesus acontece o ponto alto da epifania: a Trindade se manifesta
claramente.
O Filho é batizado, o Espírito Santo desce como pomba e o Pai fala dos céus.
O Espírito descendo como pomba aponta para um novo começo, assim como no
dilúvio, e também representa a unção de Jesus para sua missão. O batismo se torna a
ordenação pública de Cristo como o Messias, o Ungido de Deus.
A voz do Pai declara: “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado”, unindo duas
promessas do Antigo Testamento:
Jesus é o Rei Messiânico (Salmos 2:7)
O Servo Sofredor (Isaías 42:1)
Ele reina com autoridade, mas caminha em mansidão e humildade.
Se Cristo, sendo Deus, escolheu o caminho da humildade e da obediência, esse
também deve ser o nosso caminho. Hoje, Deus não faz mais morada temporária, mas
habita em nós de forma permanente. Onde estivermos, Ele está conosco, nos
chamando a refletir o caráter de Cristo em tudo o que fazemos.
